Flanando… Capítulo 2: A Rua do Ouvidor

Rio na Veia é uma iniciativa voltada a retratar temas de entretenimento e cultura sobre o Rio de Janeiro e os Cariocas. As Ruas do Rio é outra iniciativa destinada a analisar componentes urbanos a partir das ruas de nossa cidade. Para tratar, conjuntamente, de um tema que fosse comum ao perfil desses 2 sites, não foi preciso pensar muito. Bastava encontrar uma rua do Rio de Janeiro que representasse bem esses dois pontos de vista, refletindo a evolução urbana de nossa cidade, o espírito e a cultura do Rio de Janeiro e dos Cariocas.

Nenhum lugar poderia ser mais representativo para atingir esse objetivo do que a Rua do Ouvidor.

O livro “Ouvidor, a rua do Rio”, de Alberto A. Cohen – Ed. AACohen -, retrata, de maneira muito abrangente, a vida desse logradouro, descrevendo a origem do nome, os implementos públicos, os cafés, bares, confeitarias, perfumarias, hotéis e todos os demais importantes elementos que ajudam a contar a história da Ouvidor.

Na apresentação dessa obra, Moysés H. Geller, expõe que:

“(…) Nenhuma rua ostenta, pratica, exibe mais o espírito carioca, a gente do Rio, do que ela, com sua história, o seu traçado, a concretude de seus prédios, fachadas, desenhos e objetos urbanos. Na Rua do Ouvidor, a identidade carioca, com seus valores, símbolos, obras e referências, não são invisíveis ou apenas inferidos ou deduzíveis. Na Ouvidor, o povo e a cultura do Rio podem ser vistos e tomados, transitam, esbarram na gente, gritam, se reproduzem numa festa sempre nova, surpreendente, colorida, real, a cada manhã.

(…) Toda cidade importante do mundo tem a sua Rua Direita ou Rua do Comércio; outras têm a Rua da Praia, “rua principal”, “avenida central” etc. O Rio tem todas essas, mas, principalmente, amorosamente, o Rio tem a longa, única, estreita, generosa, eterna, a carioquíssima Rua do Ouvidor”.

Foi buscando entender esse espírito, essa atmosfera, que As Ruas do Rio flanou pela Rua do Ouvidor e começa a contar, a partir de agora, sobre o enederço mais conhecido da cidade… aqui no Rio na Veia.

Por Pedro Paulo Bastos 

Lá se vai mais de um século e meio, quase, desde que a Rua do Ouvidor perdeu seu posto de “Leblon” do Rio colonial para tornar-se mais uma das ruas antigas – e estreitas – do Centro da cidade. Os diferentes e variados sobrados existentes ao longo da Ouvidor deixaram de ser as residências das camadas altas da sociedade e têm se transformado constantemente ao longo do tempo, seja na sua funcionalidade, estrutura e até mesmo em sua existência – que deveria ser perpétua.

E a pergunta fica: como está a Ouvidor hoje, nesse fim da década dos anos 2000? Muita gente passa diariamente por esta simpática via, mas não se dá ao luxo de observar suas disparidades e de como um mesmo logradouro pode ter a incrível capacidade – e potencial – de abrigar, em diferentes trechos, dezenas de funções, sonoridades e interesses que influenciam, e muito, a frequência da rua. Como muitas outras ruas cariocas, a do Ouvidor tem essa incrível particularidade.

Nessa análise, vamos passear nas duas extremidades da Rua do Ouvidor: a primeira, é o cruzamento com a Rua do Mercado, logo ali nas imediações da Praça XV; a segunda ponta, o seu encontro com a Rua Ramalho Ortigão, lá no Largo de São Francisco. Dois pontos bastante distintos, mas que mantêm um mesmo elemento em comum: a Rua do Ouvidor, como endereço oficial.

Próximo capítulo (final): os dois extremos da Ouvidor.

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